segunda-feira, 10 de abril de 2017

intervalo

depois da tempestade
contemplo o céu
azul e branco
chão molhado
que piso com cuidado
chego a estranhar a calmaria do momento
mas sei que é um simples intervalo

domingo, 9 de abril de 2017

a cobra surgiu de dentro das plantas
veio até mim e me levou
subimos na copa de uma árvore
me mostrou onde meus sonhos repousam quando estou desperto

sexta-feira, 31 de março de 2017

persistir
bom senso é resistência
em meio ao caos
ter paciência e consciência

com amor
não perca o foco

concentração
para preservar a mente

que a ilusão
já está se desfazendo

ir bem mais fundo
até alcançar a essência
engendrando
um novo modo de existência

com amor
não perca o foco

concentração
para preservar a mente

que a ilusão
já está se desfazendo

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

a mudança
parte do movimento
transforma o contexto
bordas adentro

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

entro na imagem
trinco o espelho
me despedaço
em cenas dispersas
tardes esparsas
o vento que balança a copa das árvores
quando busco o pássaro
que ouço mas não vejo
a natureza de muitos é a cidade
mil teias e válvulas de escape
vejo isto de longe e de fora
sou um grão de areia na praia

sábado, 17 de setembro de 2016

leve voar
deixar o pouso sem pena
sem saudades ou remorsos
nem medo
nada pra buscar
nem algo ainda no caminho incompleto
leve voar de passarinho
ao sabor do vento

domingo, 28 de agosto de 2016

as flores
no meio da floresta
nunca vistas
são o mistério desconhecido da humanidade
que se perfuma de lixo comprado por um alto preço
na troca do que nada vale

domingo, 21 de agosto de 2016

madrugada
toda noite tem um fim
de claridade
que é suave

o nascimento
trânsito entre dois mundos
é a morte da eternidade
semeada no infinito

sexta-feira, 17 de junho de 2016

o início e o fim das coisas
é indeterminado
imprevisto
e de fato
é um ato
assim

terça-feira, 14 de junho de 2016

*

gravando a ideia
de um instante
para recordar
o momento
num deleite do esquecimento
que lembra
relembra agora
se vai no tempo
e dá muitas voltas

sábado, 30 de abril de 2016

o tambor ecoou
no som que pensou
o silêncio

o pensamento vibrou

e o silêncio se calou
a linha do mar no horizonte
alivia
                mesmo que
não escute
as ondas do mar

mas ali, quase

quando vou pras montanhas,
cerrados e cordilheiras
os rios me levam ao mar

no caminho
uma parte chove
para que as flores
lembrem assim
chegar ao ponto de ir
chegar a ir
e chegar
e ir
até chegar a ir
ao ponto de chegar
ao ir
para onde se quer
chegar
para onde ir
chegar a ir

se quer chegar