segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

nesse mundo

deitado na rede
eu na persona impura
e non grata
da alma
o chão que trinca
a lâmpada espoca

sentado na grama
a menina com pétalas na voz
diz pra eu ficar
ou então voltar
um dia
antes do tarde demais
e prazos de comida congelada
nesse mundo

eu trago as cores imperceptíveis
das pessoas
na praia o campo
de girassóis e
margaridas

estarão murchas
antes do sol raiar

casais e mijo na água

outra pessoa você
me planta e me arranca

o clarão
entra na janela
espanta a sombra
dessa solidão

a gente riu, chorou
e não quis mais
saber
se era dor ou prazer
na embalagem

todo o amor me
atravessa
na ponte, os olhos

não quero pensar
não quero saber
nem quero morrer
mas cadê você?

pois sei que tudo vai
e parar pra discutir é
um balão a estourar

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